Os factores de risco das doenças cárdio das doenças cárdio e cérebrovasculares são os mesmos e que está em causa é sempre a obstrução de uma artéria,do coração,ou do cérebro,após o rompimento de uma placa de aterosclerose.Se o entopimento ocorrer numa grande artéria do coração parte do músculo deixa de ser irrigado e os tecidos ficam lesados.Do mesmo modo quando o entopimento atinge uma artéria grande da cabeça,é uma parte do cérebro que deixa de ser irrigada e que pode ficar lesada.Se o doente for diagnosticado e tratado nas primeiras 3 horas com uma substância que se injecta na veia,o trombo dissolve-se ,os tecidos voltam a ser irrigados e fica sem sequelas.A eficácia e o sucesso dependem da rapidez é por isso que se diz que "tempo é musculo" e que "tempo é cérebro".
É falsa a ideia de que o enfarte se anuncia apenas com uma dor no peito?
Completamente.Quando se diz dor,fala-se num desconforto que oprime,que pesa,que impede de respirar,que persiste por mais de trinta minutos.Que alastra para os braços,pescoço,mandíbula,por entre as omoplatas,que se pode fazer acompanhar por náuseas,vómitos e sudação.Se a pessoa referir três ou quatro destas coisas está o diagnóstico feito.Só falta o electrocardiograma.
E quais são os sinais de alerta do AVC?
Boca ao lado,dificuldade em falar ou articular palavras e falta de força num braço,sintomas que aparecem subitamente isolados ou associados.
Na doença cardiovascular a redução da mortalidade geral e da mortalidade hospitalar dependem ou não do funcionamento efectivo das chamadas vias verdes para o EAM e AVC?
A diminuição da mortalidade hospitalar depende essencialmente dos procedimentos diagnóstico-terapêuticos dos médicos hospitalares,que têm de ser correctos e baseados nas recomendações que elaborámos.Mas o PNS tem uma outra meta que é aumentar o internamento dos doentes pelas Via Verdes.
Vias verdes eram um embuste
vão ser uma realidade?Pelo menos no papel,a via verde coronária existe há muitos anos,desde 2000...
Para ter as Vias Verdes,além de melhorar a fase de assistência pré-hospitalar,eram precisas recomendações clínicas e capacidade para aferir de aquilo que o médico está a fazer no pré-hospitalar e em meio hospitalar é ou não bem feito.Essas recomendações só agora existem e,embora também se destinem à melhoria da utilização das Vias Verdes,a verdade é que estas só poderão funcionar depois de serem definidas as unidades hospitalares para as quais os doentes devem ser referenciados.Após esta decisão-que será tomada pelo senhor ministro da saúde na sequência do processo de requalificação dos serviços de urgência hospitalares-ainda é fundamental fazer uma campanha eficaz para informar a população sobre os sintomas e os sinais de alerta do EAM e do AVC para que todos os que,numa aflição,liguem o 112 possam ser devidamente triados pelo CODU( Centro de Orientação de Doentes Urgentes,do INEM).O desafio é melhorar a fase pré-hospitalar,organizar as acessibilidades e definir as responsabilidades dos vários intervenientes depois de activado o 112.Se houver capacidade de transporte dos doentes para as unidades adequadas,a fase pré-hospitalar ,desde que orientada- a brochura é muito pormenorizada,inclusivé no que ao transporte em ambulância respeita-,é fundamental para evitar a morte e uma tão elevada morbilidade,sobretudo nos AVC,
Fonte :Jornal de Notícias