novembro 28, 2006

MAIS DO QUE FRUTA DESLAVADA

Alimentos biológicos também são fritos a açucarados

HAMBÚRGUERES,batatas fritas,refrigerantes e chocolates estão nas prateleiras do armazém.São todos alimentos biológicos,certificados e produzidos de forma sustentada."Alimentação biológica não é sinónimo de fruta e legumes deslavados,indicados para doentes".Diz Angelo Rocha,enquanto olha orgulhoso para a carne sem gordura e as laranjas que brilham sob a luz artificial da Biocoop.O fundador desta cooperativa defende que os produtos biológicos são "mais saborosos,saudáveis e nutritivos" do que os convencionais.
Em destaque está o control natural das doenças dos vegetais,enquanto noutros modos de produção se priveligia os tramentos químicos que contaminam a água e o solo e,segundo Angelo Rocha,afectam a saúde do consumidor:"Os pesticidas químicos de síntese são potencialmente cancerígenos e abortivos.
O uso de adubos naturais são outra regra de ouro da agricultura biológica.Estrume,algas,cascas de árvore,folhas secas,restos de culturas e lixo orgânico doméstico são os principais fertilizantes.Para o fundador da Biocoop,os químicos são uma espécie de doping para as plantas,porque as obrigam a crescer mais depressa e a produzir mais,com consequências ao nível da sua composição." As maçãs e as couves convencionais têm mais 20% de água,logo,menos 20% de matéria nutritiva!.
António Mantas,engenheiro agrónomo e mestre em agricultura biológica,classifica de "apertado" o controlo de produção.Enquanto director da Sativa,responsável pelo controlo e certificação dos produtos,conhece os campos,visitados anualmente,a quantidade de plantas que são semeadas,o número de animais que nasce e o destino de toda a produção.Na prática,isto significa que uma alface só pode ser adjectivada de biológica quando se sabe a origem da sua semente e o local da sua venda:<<<<<<<2até>
O mesmo se aplica à carne de vaca.Na pecuária biológica,os animais não dependem da ração.Pastam.Mas quando a comem,a ração que se lhes é dada é também certificada:à base de ingredientes biológicos e sem conservantes nam antioxidantes artificiais.
O reflexo do modo de produção estende-se à paisagem:"Junto a uma vacaria convencional vê-se estrume e cimento.Nas outras,vê-se estrume e verde",lembra o engenheiro agrónomo.
Nada impede,então,que hambúrgueres e batatas fritas façam parte da alimentação biológica,desde que a vaca tenha pastado no campo e a batata crescido num solo adubado com cascas de árvore.

Fonte: Semanário Sol

A ECONOMIA DAS PLANTAS

Utilizadas pelas populações rurais na culinária,para fins terapêuticos,em rituais religiosos e para fazer artesanato,as plantas medicinais e aromáticas são uma actividade em crescimento."Há cada vez mais pessoas à procura de soluções para os seus problemas no crescente negócio que são as ervanárias",diz o biólogo Luis Carvalho,organizador do seminário Plantas Aromáticas e Medicinais - Sua Utilização e Conservação,que decorreu,na semana passada,no Instituto Politécnico de Beja.
Segundo o biólogo,é preciso destacar os benefícios das plantas,além do tradicional uso do tomilho para temperar azeitonas,da alfazema para aromatizar gavetas ou da hortelã pimenta para facilitar a digestão:"Conhecê-las é tão importante como conhecer a história,a geografia e a etnologia do país".
A sua existência,ou não,influencia o ecossistema e delas até a prevenção ou o tratamento parcial do colesterol e da hipertensão.Soja e óleo de onagra são exemplos de fitorecursos que agem directamente em elevados níveis de colesterol.

Fonte: Semanário Sol