novembro 27, 2006

CHOCOLATE FAZ BEM AO CORAÇÃO

CIENTISTAS AMERICANOS GARANTEM QUE PEQUENINAS DOSES DIÁRIAS DE CACAU PODEM REDUZIR RISCO DE ATAQUES CARDÍACOS


Os viciados em chocolate ajudaram os cientistas a explicar,através de evidências bioquímicas,por que é que alguns quadradinhos amargos por dia podem fazer pelos cardíacos o mesmo que uma aspirina diária.O doce favorito de muitas pessoas é rico em flavonóides,uma substância capaz d evitar a formação de minúsculos coágulos sanguíneos-algo a que muita gente chamam "afinar o sangue",um poder que é mais comunmente atribuído ao comprimido analgégico.
Os benefícios do chocolate,contudo,não podem servir de pretexto para a gula:as tabletes inddustrializadas(à excepção das versões para diabéticos)possuem grandes quantidades de açucar,manteiga de cacau e gordura hidrogenada.Bastam dois dois pedacinhos por dia de chocolato negro-a forma mais pura do produto,feita a aprtir de cacau torrado-ou um copo da bebida quente para tirar partido das suas propriedades.Não só porque o excesso de calorias e gorduras não é apropriado para quem quer cuidar do coração,mas também porque os benefícios de uma substância não crescem exponencialmente só porque dela nos empanturramos.
"O que os apaixonados por chocolate nos ensinaram é que o cacau possui uma substância com um efeito muito similar ao da aspirina.Ambas evitam a agregação de plaquetas,que pode ser fatal quando os aglomerados ganham forma de coágulos,entopem vias sanguíneas estreitas e provocam um ataque cardíaco",explica a investigadora Diane Becker,professora da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e da Escola de Saúde PÚblica de Bloomberg,nos Estados Unidos.
A associação entre a substância do cacau e a diminuição da pressão arterial é conhecida há cerca de vinte anos,mas nenhum estudo havia sugerido até agora,segundo Diana Becker,que o consumo diário de pequenas quantidades de chocolate poderia ser positivo para os cardíacos.Pondera-se então que os flavonóides,por desencorajarem a formação de pequeninos coágulos no sangue,possam ser capazes de reduzir significativamente o risco de morte por ataque de coração.
Nauder Faraday,co-autor do estudo,recorda que aqueles que querem proteger o coração devem preocupar-se não só com a dieta alimentar,mas também com a prática de exercício físico e a adopção de um estilo de vida saudável.Isto sem falar na máxima tantas vezes repetida:cada paciente é um caso isolado e,como tal,deve-se ter sempre em conta o aconselhamento de um
especialista.
Fonte:Revista Pública

DESCOBERTA EM TEMPO DE GUERRA

Todos os dias,os rins filtram e limpam 180 litros de sangue.Há 60 anos,sem eles ainda se morria.Agora,sobrevive-se melhor e mais tempo.A invenção da hemodiálise marcou a diferença entre a vida e a morte


Willem Kolff era o mais novo assistente de medicina interna do hospital da Universidade de Groningen,na Holanda,quando assistiu impotente,á lenta e agonizante morte de um rapaz de 22 anos,intoxicado por excesso de ureia no sangue.O jovem médico pensou que,se tivesse conseguido,remover 20 gramas de ureia por dia do sangue do paciente,ele poderia ter sobrevivido.E decidiu inventar uma máquina que fizesse o trabalho dos rins.
Kolff pegou em 40 cms de pele de salsicha e encheu-a con 25 ml de sangue ao qual tinha adicionado ureia.Agitou o tubo de celofane num banho com solução salina e descobriu que cinco minutos depois quase toda a ureia tinha sido removida por diálise.Se multiplicasse por 20 o tamanho do tubo,pensou,talvez conseguisse fazer um rim artificial.
Nesse ano de 1939 rebentou a Segunda Guerra Mundial.Para conseguir os materiais de que necessitava para as experiências,Kolff teve de forjar dezenas de documentos,arriscando a vida.À quinta tentativa encontrou o caminho:um tubo de celofane enrolado num grande tambor que rodava com o terço inferior imerso num tanque com uma substância dialisante.
Este primeiro rim artificial foi testado em 1943.Mas ainda não conseguia limpar o sangue na quantidade e velocidade necessárias.Os primeiros pacientes,embora com melhoras,continuaram a morrer.O primeiro sucesso chegou dois anos depois,à 17ªtentativa.Willem Kolff costuma contar a história:"A senhora de 67 anos estava na prisão por ter colaborado com os nazis,com síndrome hepatorrenal e em coma.Depois de oito horas de diálise debrucei-me sobre ela e perguntei-lhe:"Consegue ouvir-me?"Ela abriu os olhos e disse:"Vou divorciar-me do meu marido!"
A invenção da hemodiálise marcou a diferença,entre a vida e a morte para os doentes renais crónicos.Desde que Kolff construiu as primeiras oito máquinas,outras foram inventadas e todas evoluiram.
"Há 40 anos a diálise demorava 10 ou 12 horas e tinha de ser feita todos os dias.As pessoas tinham de estar sempre no hospital.Hoje demora quatro horas,três vezes por semana",explica Martins Prata,director do serviço de nefrologia do Santa Maria,em Lisboa.
Além de maior sobrevivência,os doentes têm hoje maior qualidade de vida.
E também houve grandes avanços nas terapêuticas para a hipertensão e para a diabetes - as duas causas mais frequentes para a insuficiência renal- e na cirurgia,com a evolução da transplantação renal.

Fonte Revista Sábado

O QUE É O PAPANICOLAU

O exame de Papanicolau é um dos mais utilizados na área de ginecologia.Trata-se de um método de prevenção do cancro no colo do útero.O seu nome é inspirado no médico greco-americano Georgios Papanicolau(1883-1962),considerado o pai da citologia.
Todas as mulheres,tenham elas vida sexual activa ou não,devem fazê-lo pelo menos uma vez por ano.Após três anos consecutivos com resultados normais,o teste pode passar a ser feito com menor frequência(em mulheres de baixo risco pode ser de três em três anos).
O exame pode ainda detectar várias doenças,como é o caso de algumas sexualmente transmissíveis ou o condiloma,um problema que pode gerar doenças malignas.
Os diagnósticos que resultam do Papanicolau não são definitivos,tendo de ser confirmados por exames complementares.

Fonte:Revista Sábado